Não é de hoje que estagiários reclamam das instalações. A acústica das salas é péssima, um dia com maior número de atendimentos significa barulho em todos cômodos da velha casinha-escritório, dificultando até a elaboração das peças jurídicas.
O risco de queda do teto, ou mesmo o chão da sala dos advogados já era temido por nós estudantes de direito pela simples observação das condições da estrutura da casa, mas só agora com visita de engenheiro o caos foi confirmado.
A partir de hoje, só são permitidas 10 pessoas por vez nas salas do piso superior, sob risco de queda do chão. Acredito que com todas essas novidades, os estagiários e funcionários devam receber automaticamente adicional de periculosidade, afinal, quando prestamos a prova e fomos admitidos para fazer parte do maior Escritório de Assistência Jurídica do Brasil, não sabíamos desses pequenos riscos. Seguindo a antiga lógica da PUC, apesar do E.M. ser o maior Núcleo de Práticas Jurídicas do Brasil (com inclusive a maior movimentação de processos do país) a estrutura é péssima. A casinha não suporta mais remendos, como sempre é feito para acabar com esse tipo de problema, a estrutura da casa não é segura.
Os advogados, pessoal do administrativo, coordenadores e estagiários se desdobram para manter em perfeito funcionamento o Escritório, dando atendimento digno às pessoas que dependem da Justiça Gratuita, mas apesar do esforço humano ser grande, precisamos de uma ajuda que venha de cima. Não digo Deus, mas Papa, Bispos ou alguém da Fundação São Paulo, precisamos de estrutura em TODA PUC, a justificativa de “momento de crise” e “falta de dinheiro” não é mais cabível quando se envolve risco de vida.
Como membro da comunidade puquiana, não entendo como conseguem achar justificável as absurdas mensalidades atualizadas além da inflação e acima do estipulado pelos Conselhos internos da própria PUC! Uma das Universidades mais caras do país, cobra 3 salários mínimos para permitir que os alunos sentem em salas que aparentam ter passado por uma guerra. Infelizmente o custo/benefício de ser PUC, em razão de seguidas administrações conturbadas e não democráticas, acaba decaindo a cada ano, sendo os problemas de estrutura apenas um dos reflexos.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Escritório Modelo e estrutura abalada
Hoje, os estagiários do Escritório Modelo da PUC-SP foram surpreendidos por algo curioso vindo dos engenheiros da Fundação. Interditaram duas baias dos computadores do atendimento por "risco de queda de estuque", maneira eufemista de se dizer que a antiga casa adaptada para ser um Escritório de atendimento ao público está caindo.
O mais curioso é a logística das interdições, foi estendida faixa de “risco” como se caso ocorra o infortúnio da queda do teto, o estagiário e o assistido que estiverem no computador ao lado da faixa não serão atingidos.
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