terça-feira, 3 de maio de 2011

Slavoj Žižek em São Paulo


O filósofo e psicanalista esloveno Slavoj Žižek, um dos principais pensadores de esquerda da atualidade, virá ao Brasil em maio de 2011 para conferência de lançamento no país de dois de seus mais recentes livros, "Em defesa das causas perdidas" e "Primeiro como tragédia, depois como farsa", ambos publicados pela Boitempo Editorial.
 
Esta página visa divulgar os eventos que ocorrerão em São Paulo (integrando o seminário do Projeto Revoluções) e Rio de Janeiro (realizado em parceria com IEAH, PUC-RJ, Clacso e Flacso) e reunir textos e notícias sobre Žižek, sua produção e sua terceira passagem pelo Brasil.

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Apresentação da conferência "Revoluções: Quando a situação é catastrófica, mas não é grave" e lançamento dos livros "Primeiro como tragédia, depois como farsa" e "Em defesa das causas perdidas".


São Paulo | Sábado, 21 de maio de 2011, às 17h
SESC Pinheiros | Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros - Tel. (11) 3095-9400
Integrando o Seminário Revoluções: Uma política do sensível (inscrições gratuitas para o seminário no site http://revolucoes.org.br/v1/inscricoes-seminario/, de 01 a 18/05)


Realização: Instituto de Tecnologia Social | SESC-SP | Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal | Boitempo Editorial

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Rio de Janeiro | Terça-feira, 24 de maio de 2011, às 18h30
Cinema Odeon Petrobras | Praça Floriano, 07 - Cinelândia

EM BREVE DIVULGAREMOS E-MAIL PARA INSCRIÇÃO DO EVENTO NO RIO DE JANEIRO. Para mais informações: ieah@puc-rio.br

Realização: Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais | Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais | PUC-RJ | Instituto de Estudos Avançados em Humanidades da PUC-RJ | Boitempo Editorial

domingo, 1 de maio de 2011

Repressão policial a manifestação artística na Avenida Paulista

No último sábado, dia 30 de abril, ocorreu este lamentável episódio, em que uma manifestação artística desempenhada por somente um homem foi violentamente reprimida por seis policiais militares. Tratava-se de uma manifestação pacífica em favor da paz: o jovem estava apoiado sobre o orelhão, vestido como um guerrilheiro islâmico, segurando uma réplica de fuzil feita de plástico, de cujo cano saía uma rosa.

Em poucos minutos, chegaram quatro policiais, pedindo que o artista descesse do orelhão, alegando que ele estava depredando patrimônio público. Ele se recusou e discutiu com os policiais por um tempo, até que um deles chamou reforço. Alguns minutos depois, chegou uma viatura com mais dois policiais. Eles disseram que se o artista não descesse do orelhão, teriam que tirá-lo de lá a força. O artista se negou a descer mais uma vez, e, para espanto da multidão que acompanhava a cena, foi derrubado no chão com um soco. Ao presenciarem tal abuso, pessoas que estavam no local ficaram revoltadas e começaram a entoar cantos e gritos contra a ação da polícia.

O artista mostrando a Lei para os policiais

O momento em que o manifestante foi derrubado
Antes de mais nada, é necessário esclarecer que a ação dos policiais se baseava unicamente numa medida da Prefeitura de São Paulo, em convênio com o Governo do Estado, chamada Operação Delegada, que autoriza a Polícia Militar a reprimir a atividade de artistas que não possuam alvará para exercê-la, por equipará-la a uma atividade comercial. Tal medida se sustenta numa grande falácia e por isso é flagrantemente ilegal, e uma prisão em razão de manifestação artística constitui crime de abuso de autoridade por parte do policial, como explica o jurista Luiz Flávio Gomes na matéria linkada. A ação dos seis policiais, portanto, não estava respaldada por qualquer fundamento legal, observado o fato de a manifestação do artista em nada ter danificado ou representado risco de danificação ao patrimônio particular com utilidade pública. Tampouco estava o manifestante impedindo alguém de utilizar o telefone público. Pelo contrário, quem ali estava respaldado juridicamente era o próprio artista, que fazia valer seu direito à livre expressão de atividade artística, garantido pela Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso IX.


O poder de polícia é uma função estatuária – isto é, seu uso pressupõe soberania estatal, e por isso só pode ser desempenhada pelo Poder Público –, e em razão disso, os policiais devem agir sempre em função do interesse público e segundo delimitação legal, e não a seu bel prazer, como fizeram e, pior, como defenderam que deveria ser feito, o que pode ser visto no vídeo.

O "criminoso" sendo reprimido por três policiais
A ação dos policiais militares nesse triste episódio, além de atentar contra o inciso II do artigo 5º da Lei Maior, segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, ainda representou grave violação ao princípio da proporcionalidade. A atuação desastrosa da polícia começou com a repressão em si, passou pela injustificada violência física incutida e terminou com o fato de o artista ter sido algemado sem que tivesse tentado fugir e muito menos que representasse perigo às pessoas que ali se encontravam. Na verdade, a única conduta penalmente tipificável foi a dos policiais, que se enquadra perfeitamente nos artigos 3º, alínea “i” (atentado à incolumidade física do indivíduo), e 4º, alínea “b” (submeter pessoa sob guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei), da Lei de Abuso de Autoridade (nº 4.898/65).


Mas para além dos graves erros cometidos pelos seis policiais nesse caso específico e de todos os dispositivos normativos que foram desrespeitados, a questão que emana desse ocorrido é de como existe em São Paulo uma política de repressão generalizada a manifestações artísticas independentes em espaços públicos, e de como isso é contrastante com a realidade de relevantes capitais culturais, como Londres e Paris, em cujas praças e avenidas podem ser vistas inúmeras manifestações de todas as espécies sendo respeitadas e até incentivadas pelo Poder Público. Se algo positivo pode resultar do que aconteceu nesse último sábado, é o fortalecimento do debate sobre políticas relativas à arte e à cultura independentes, para que cada vez menos se presenciem situações lastimáveis como essa.
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Vídeo que mostra o momento em que o artista foi derrubado: 



Vídeo que mostra o final da história – o artista sendo levado para a DP:

                            

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Hoje: Pré-estreia de filme na PUC

Segue informe:

A Videoteca PUC-SP tem o prazer de convidá-los para a pré-estreia do filme Bollywood Dream, primeiro filme produzido conjuntamente pelo Brasil e pela Índia, com a presença da diretora Beatriz Seigner e três atrizes do elenco, Paula Braun (O Cheiro do Ralo), Lorena Lobato e Nataly Cabanas. Participou da Mostra Internacional de 2009. O trailer e as críticas ao filme estão no site: www.bollywooddream.com.br.
O evento será realizado no dia 27/04 às 19h30 no novo Auditório 117A -  Cardeal Dom Paulo Evaristo, localizado no primeiro andar do prédio novo.O convite segue anexo, por favor, repassar aos alunos.
Para as inscrições é necessário enviar nome e e-mail para videotec@pucsp.br 



 Esperamos por vocês!
 Equipe da Videoteca 
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> 
> VIDEOTECA PUC SP
> Biblioteca Nadir Gouvêa Kfouri
> Rua Monte Alegre, 984 - Perdizes - São Paulo
> Edifício Reitor Bandeira de Mello - Térreo
> Telefone: 3670-8267 / 3670-8024
> www.pucsp.br/videoteca

terça-feira, 26 de abril de 2011

Canal do Disparada no Youtube: Vídeos da Audiência Pública com o CA

Fica o convite à visitação do nosso canal no Youtube, que ficará, daqui em diante, afixado no canto direito alto do blog. Além da íntegra da Audiência Pública com o CAjá está à disposição o vídeo da votação da média sete no Conselho da Faculdade. Ele será, daqui em diante, o nosso espaço para publicar os mais diversos vídeos sobre intervenções, notícias e afins do mundo puquiano.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

História e dados da Assistência Judiciária 22 de Agosto

Um dos grandes motivos de orgulho dos alunos de Direito da PUC-SP é um projeto dos próprios estudantes: a AJ, que visa ao auxílio dos hipossuficientes, para que possam obter acesso ao judiciário.

Algumas informações:

- A AJ é mantida com repasse feito da Fundação São Paulo para o Centro Acadêmico 22 de Agosto. Desse repasse, 70% necessariamente devem ter como destino a Assistência Judiciária;
- Atualmente são atendidos casos de família, penais e de moradia;
- Atualmente funciona com a colaboração de 3 advogados, 1 secretária e diversos estagiários da PUC-SP.

Quem quiser participar desse projeto que já tem longa história na nossa Universidade, só precisa ir à R. Monte Alegre, nº 1372, e conversar com a Dona Evaniza.

Funcionamento: terça-feira, área penal; quarta-feira, área de família; sexta-feira, área de moradia. Até 12:00, atendimento aos clientes. Depois, início da atividade dos estagiários.

Segue um texto bem aprofundado, escrito pela Dona Evaniza sobre a história, os problemas e outros dados da AJ 22 de Agosto.



A Assistência Judiciária 22 de Agosto, ligada ao Centro Acadêmico 22 de Agosto, dos estudantes de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, existe desde 1966.

Atual instalação da AJ. Rua Monte Alegre, 1372, Perdizes.
Como tantos órgãos que se dedica a classe menos favorecida teve seus altos e baixo. Até que em 1998, tendo apenas uma advogada e 30 processos de família em andamento e com a pouca remuneração ela queria fechar a Assistência Judiciária e levar os processos. A gestão em exercício do Centro Acadêmico 22 de Agosto, resolveu não consentir e ampliar, contratando na época a Doutora Ednéia Bueno Brandão, que atendia no pequeno espaço do Centro Acadêmico juntamente com mais quatro estagiários voluntários. A dra. Ednéia era remunerada com os poucos recursos oriundo dos alugueis que o CA recebia. Em Maio de 1999 como a demanda havia crescido muito, resolveu-se alugar um espaço perto da PUC para melhorar o atendimento. O sobrado, que alugaram, na Rua Monte Alegre, 1372, estava muito danificado e foram os membros do CA, acompanhados de muitos outros alunos que fizeram a reforma como pintura e restauração, as instalações elétricas e hidráulicas, compraram moveis e utensílios para o bom atendimento. Passando a atender neste espaço a partir de Junho de 1999, sendo que inauguração oficial deu-se 19 de Agosto de 1999. Quando então foi contratado o Dr. Fernando Escobar, também atuando na área de família, que nos deixou em agosto de 2009, não tendo sido substituído e a secretária Evaniza Amabile Lopes.

Em Março de 2000, resolveu-se ampliar os atendimentos com a área criminal e moradia, para isto foi contratado o Dr. Antonio Roberto Achcar e a Dra. Solange Maria Silva, que nos deixou em Outubro de 2004, sendo substituída pelo Dr. Antonio Rita Moreira, desde aquela data.

Em Setembro de 2000 foi contratada uma psicóloga Dra Saula Cafruni, que nos deixou em Março de 2003, sendo substituída pela Vanessa Monteiro Bizzo, que saiu em Outubro de 2005, substituindo-a o Bruno Sendras de Assis, que saiu em Dezembro de 2006, sendo substituído pela Lygia Tereza Dorigon que saiu em Maio de 2008, substituída pela Daniela Rocha Lopes, que nos deixou em Março de 2010, não tendo sido substituída. Para auxiliar na solução dos casos, principalmente os de família.

Foi contratado Janeiro de 2001, mais um advogado para a área de família Dr. Marcio Augusto Andrade Pereira, que nos deixou em Setembro de 2003, não tendo sido substituído.

Em Dezembro de 2001, foi feito um documento em cartório que garantia 1% da mensalidade paga pelos alunos, para sustento dos trabalhos, pois desde a mudança da sede até aquela data o mesmo havia acontecido, como compromisso da reitoria para com o Centro Acadêmico.

Em 2003, os representantes do CA alugaram um sobrado, na Rua Ministro de Godói, 1151, rescindiram o contrato desta casa e tivemos que nos mudar. O sobrado era muito velho, sem manutenção, apenas maquiado por uma pintura. Detalhe o aluguel de lá era quase o dobro desta.

Mudamos em 10 de Março de 2003, naquele dia caiu uma imensa chuva, o que alagou o estuque e descobrimos que os cupins haviam comido o madeirame do telhado e o mesmo estava totalmente comprometido, foi solicitado ao proprietário exaustivamente, até que ele concordou que fosse arrumado por nós e descontasse em varias vezes do aluguel, mandamos descupinizar.

A gestão queria uma mudança, onde haveria apenas uma advogada em tempo integral, chegaram a elaborar um estatuto com outras mudanças, porém não conseguiram homologa-lo. Tornando sem efeito até mesmo a contratação da Dra. Andrea Russar, que não chegou a assumir.

Em Junho de 2004, mudamos de novo para este endereço, desde aquela época nada foi investido na manutenção e melhoria da casa, como ela já é velha, foi se tornando visível seus problemas.

Em 2007 a lei Cidade Limpa , nos obrigou a retirar a placa de 5,20 x 2,50 metros, que além de identificar o trabalho ajudava a tapar o desgaste, além de um vazamento por meses a fio da casa do vizinho, que pertence ao mesmo proprietário desta, cupins comeram todo o batente das duas passagens que dão para o corredor e o banheiro. Foi quando apareceu um engenheiro dizendo que iria reformar tudo, trocar de piso, colocar ar condicionado, reformular a rede elétrica e hidráulica, como não deu tempo de cumprir as promessas a então gestão repassou para uma conta da AJ, no Banco Real, (da qual não assinávamos cheque) a quantia de R$ 14.000,00 para fazer os devidos reparos, mais R$ 6.000,00 para o projeto de ir a campo com os estagiários (favelas, movimentos, audiências publicas e outros). A outra gestão não repassou nos cinco primeiros meses os valores e fomos pagando os salários, aluguel, luz, água, internet, com aquele dinheiro que em tese seria para a reforma que não aconteceu.

Em Fevereiro de 2008, o que atrapalhou foi que, como o estatuto do Centro Acadêmico não havia se adequado as mudanças da nova lei, foi necessário faze-lo com muita rapidez, mas que acabou acontecendo em 26 de Fevereiro de 2008, quando então nos foi pago o salário de Dezembro/07, acertando os demais até inicio de Maio/08. Não nos informavam o valor do repasse, só dizendo haver caído em muito. Deixaram a gestão em 11 de Dezembro de 2008, nos devendo a remuneração referente a Novembro/08 só paga em 16 de Fevereiro de 2009, aluguel, água e luz.

Desde essa data não recebemos mais nenhuma remuneração isto é nos devem desde Dezembro/08 a Agosto de 2009, mais ou menos R$ 66.000,00.
Já recebemos 3 avisos sobre a inadimplência do aluguel, 4 avisos via Serasa por conta da Eletropaulo e Sabesp, 3 vezes o telefone cortado e 2 da Super IG, sendo que o penúltimo o ficamos 70 dias sem internet.

Em 31 de Julho a situação era esta: luz cortada, internet cortada, telefone cortado, sem receber remuneração a 8 meses.

Tendo nos pago em 01 de Outubro de 2009, a remuneração referente à Dezembro/08 menos o décimo terceiro da Evaniza e a de Janeiro de 2009, valor em aberto da remuneração até 06 de Outubro de 2009 é de R$ 59.379,64, fomos informado nesta data que haviam pago a previdência até Junho de 2009.

Texto de: Evaniza Amabile Lopes

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Audiência Pública com a Gestão do 22, Enfim

A realização da Audiência virou motivo de campanha para poder sair
Depois de mais de um mês da reivindicação da audiência pública junto à gestão eleita do 22 de Agosto, inúmeras negativas e o curioso caso da semana passada  - na qual a  reunião marcada foi frustrada pela gestão -, ela finalmente aconteceu ontem. Foram discutidos os seguintes pontos:  

(1) a regularização da situação do CA, que, até Abril, permanecia ainda sem o registro da gestão eleita em 2010;
(2) a apresentação das contas do que foi movimentado , pois nesse período no qual a gestão eleita não teve acesso à conta bancária por não estar registrada;  

(3) a situação dos empregados do 22, seja a averiguação quanto ao recebimento dos seus salários, a cobrança para que sua situação seja regularizada de acordo com a legislação trabalhista; 

(4) o edital de eleições dos representantes discentes para os conselhos superiores da PUC e do Conselho da Faculdade de Direito, haja vista que e os mandatos se encerram neste mês;  

(5) A questão da ata da reunião entre a gestão e a direção pouco antes da reunião do Conselho da Faculdade.

A reunião transcorreu das 21:00 às 22:00 horas de ontem dentro da mais absoluta civilidade, o que só tornou mais injustificado ainda todos os seguidos adiamentos da reunião. Basicamente, a gestão eleita agora - enfim - é gestão devidamente protocolada - mesmo com o recorde de atraso, ao menos, a situação está resolvida - e dentro de alguns dias poderá movimentar a conta bancária. 

Foi marcada, com firmeza, a posição sobre a situação dos empregados do 22 que devem, uma vez regularizada a gestão por meio do registro civil, serem devidamente contratados - tanto pelo seu bem estar quanto pela saúde financeira do CA, afinal, um erro aí gera o famoso passivo trabalhista, isto é, pesadas dívidas por punições an Justiça do Trabalho ou na aplicação de (pesadas) multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho, o que é prejuízo para todos os estudantes.


A contas apresentadas em uma planilha devem ser publicizadas pela atual gestão, embora informais - assim como o saldo atual da conta bancária foi checado, sendo que a gestão atual receberá a conta com algo em torno de 14 mil reais e, frise-se, os valores do repasse  mensal dos estudantes está girando em torno do mesmo. 

Também foi informado à atual gestão acerca dos problemas do repasse e das providências que devem ser tomadas nas negociações com a Fundação São Paulo - mantenedora da PUC, afinal, o repasse dos estudantes não é direto, mas consta no próprio boleto bancário da mensalidade de forma destacada, o que, historicamente, é causa de inúmeros transtornos para o Centro Acadêmico.


No que toca às eleições para a representação discente nas instâncias da PUC, ficou acertado que ocorrerão eleições extraordinárias neste mês - com mandatos menores até novembro para que os mandatos sejam ajustados às normas internas da PUC e, só naquele mês, sejam feitas novas eleições com o mandato de um ano. 

No entanto, no que envolve o Conselho da Faculdade de Direito, o edital falava na eleição de 5 conselheiros de cada ano, mas só os 2 mais votados teriam direito a voto, o que, na prática, reduziria a pequena conquista do ano passado - manter 5 conselheiros (como era antes), embora 2, escolhidos alternadamente a cada reunião, pudessem votar. De tal forma, pontuamos que é necessário que qualquer um dos 5, escolhidos rotativamente, votem como é atualmente. A gestão alegou que "considerou" nosso ponto e poderá coloca-lo no edital.


O grande ponto de divergência mesmo se deu sobre o pedido da ata da reunião entre gestão e diretoria - prática elementar quando uma entidade representativa se reune com outra no exercício de suas funções. De fato, não há ata e a possibilidade de haver algum documento é remota embora tenhamos exigido que algo fosse assinado entre a gestão e a direção. Foi rechaçado pronta e plenamente da nossa parte a alegação que tal reunião teria sido "republicana" - pois ela não cumpriu o princípio da publicidade - e essa crítica se estendeu a toda e qualquer prática semelhante.


Da mesma forma, a alegação da atual gestão de que foi a "baderna" antes da reunião que produziu a nota sete refutada; lembramos que se houve inquietações - e isso foi devidamente filmado -, isso seu deu porque a reunião começou 15 minutos atrasada - por conta da reunião a portas fechadas entre gestão e direção e que, uma vez iniciada a votação, houve  um lamentável "mal-entendido" tanto por parte da diretoria e quanto da própria gestão do CA que iria, na prática, impedir os representantes discentes eleitos de votar. Também foi criticada a postura da gestão em dividir os estudantes - num momento onde a união é essencial - e isentar a postura dos professores na aprovação da média 7,0.


Seja como for, o grupo Disparada fica satisfeito com o resultado da audiência pública e continuará, firme e forte, no seu papel de grupo de atuação presente na Faculdade de Direito, fiscalizando, inclusive, que aquilo que foi acordado na reunião de ontem seja cumprido e que os graves problemas do nosso curso sejam resolvidos e que o Centro Acadêmico cumpra seu papel, ainda mais neste momento, de forma republicana e democrática.


 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Intervenções Artísticas em Torno da PUC

Algumas intervenções artísticas muito bacanas andam sendo feitas nas placas das ruas em torno da PUC:


Rua Monte Alegre
Gonçalves Foz com a Bartira

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Crise da Faculdade de Direito: Maximização dos Professores

Professor Garrido de Paula -- foto Marcela Tahan
Um e-mail inquietador tem circulado por praticamente todos os e-groups da nossa Faculdade há alguns dias. Nele, o Professor Garrido de Paula informa o motivo de seu desligamento  repentino do corpo docente, o que apenas confirma a crise em curso na nossa Faculdade como temos reiterado seguidamente. A referida diminuição dos salários é inconstitucional e absurda e suscita que a demissão dos professores passa longe de ser mero boato. Trata-se de um assunto da mais alta gravidade, dado que as possíveis demissões não seguirão critérios acadêmicos, mas sim conveniências pouco transparentes, o que pode causar graves prejuízos ao corpo estudantil (falta de professores para dar aula, professores mais sobrecarregados de trabalho etc) - da mesma forma que os cortes absurdos dos salários já estão causando. Leiam com atenção:
 

PREZADOS ALUNOS

Lamento informá-los que tendo em vista alteração unilateral do meu contrato de trabalho, com redução nominal de salário, tomei a iniciativa da Fundação São Paulo (PUC) como despedida indireta, solicitando da minha empregadora indicação de dia e hora para formalização da dispensa e pagamento das verbas rescisórias.
Assim, deixarei de ministrar minhas aulas nas turmas de Teoria Geral do Processo Coletivo e de Direito Infracional, tendo em vista a necessidade de afastamentoimediato em razão da despedida indireta. Comunico-lhes, ainda, que me coloquei à disposição do Departamento para repassar ao substituto designado os informes sobre o desenvolvimento do curso, como programas, fases e freqüência, de modo a evitar qualquer solução de continuidade.
Consigno, por último, o apreço pessoal que tenho pelo Douto Diretor e Ilustre Chefe do Departamento VI, bem como pelos demais Professores e Funcionários e especialmente pelos atuais e ex-alunos. Todavia, aceitar da Fundação São Paulo o recebimento da remuneração mensal de R$. 761,50 em troca do ministério de 5 horas aulas por semana importaria falta de dignidade e de respeito pessoal e de responsabilidade com a cátedra. Ficam as boas lembranças de quem foi convidado para integrar pioneiro núcleo de Direitos Difusos e Coletivos, hoje Departamento, teve a honra de ser o primeiro Professor de Direito da Criança e do Adolescente da Universidade, colaborar com a Administração como Coordenador da Graduação e Chefe de Departamento e de ter tido o privilégio de conviver com gerações de alunos dispostos a aprender Direito e Justiça, razão do recordar desta última lição constante da dedicatória da minha dissertação de mestrado: “A todos aqueles que ainda conservam a capacidade de indignação, fazendo da sublevação instrumento de transformação do Direito”.
Um abraço a todos,
Paulo Afonso Garrido de Paula

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Presidente do C.A. 22 de Agosto não aparece em Audiência Pública com os estudantes


Mural do 22 sem nenhum aviso
Hoje (13/4), havia sido marcada com o Centro Acadêmico 22 de Agosto uma Audiência Pública com as pautas: regularização da Gestão eleita, prestação de contas e esclarecimento sobre a situação dos empregados do 22, apresentação da ata da reunião realizada entre o C.A. e a Direção da Faculdade (ocorrida antes da aprovação do aumento da média) e abertura de edital para eleição da representação discente nos Conselhos. 

Apesar de ter sido notificado sobre a Audiência Pública uma semana antes, o Presidente não apareceu e alegou que notificou uma estudante sobre o cancelamento da Audiência. No entanto, a Audiência foi requerida por muitos estudantes e não houve a menor publicização (por parte do C.A.) da ausência do Presidente, assim quase 30 estudantes estavam no horário marcado no Centro Acadêmico, sem saber que o Presidente não iria aparecer.

Assinado: Frente Unificada contra o aumento da média 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Audiência Pública dos Estudantes com o CA 22 de Agosto -- Quarta 13/04 às 11:30

AUDIÊNCIA PÚBLICA DOS ESTUDANTES DE DIREITO COM O CENTRO ACADÊMICO “22 DE AGOSTO”
Venha discutir (quarta 13/04 às 11:30):
  • Regularização da Gestão eleita
  • Prestação de Contas e esclarecimento sobre a situação dos empregados do 22
  • Apresentação da ata da reunião realizada entre o Centro Acadêmico e a Direção da Faculdade (ocorrida antes da aprovação do aumento da média)
  • Abertura de edital para eleição da representação discente nos Conselhos
Quando? Dia 13 de Abril, às 11:30 da manhã
Onde? No Centro Acadêmico “22 de Agosto”