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terça-feira, 27 de março de 2012

DISPARADA PARA OS CONSELHOS 2012!

Candidatos do GRUPO DISPARADA para ocupar as cadeiras de representantes discentes nos Conselhos Superiores e para o Conselho da Faculdade no ano de 2012.

GRUPO DISPARADA - seriedade e diálogo

por uma representação estudantil ativa e

independente, publicidade de informações e

diálogo permanente com o corpo estudantil

Conselho Universitário (CONSUN)

Lucas Dalcastagne e Túlio Pellegrini

Conselho de Cultura e Relações Comunitárias (CECCOM)

André Paschoa e James Herminio

Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE)

Nathália Guimarães e Yasmin Cascone

Conselho da Faculdade

1° ano: Richard Sipli e Gabriela Quiles; 2° ano: Fernanda Thomazella e Alexandre Puppo; 3° ano:Nicole Porcaro e Felipe Rainato; 4° ano: Marina Gama e Camila Bezerra; 5° ano: Hugo Albuquerque e Carlos de Lucca

PRINCIPAIS PROPOSTAS

Conselho Universitário (CONSUN): Continuar a luta por mensalidades menores, pautar autonomia universitária na PUC-SP frente a intervenções externas.


Conselho de Cultura e Relações Comunitárias (CECCOM): Buscar a

regularização da Comissão Local de Acompanhamento do Prouni (COLAP), lutar por bolsas e renovação da biblioteca.


Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE): Defender a laicidade nas pesquisas, lutar pela criação de grupo de estudos institucionais, regularizar a questão dos intercâmbios e ampliação do Escritório Modelo.

Conselho da Faculdade: Fiscalizar e aperfeiçoar o novo Plano Pedagógico que levaram a uma série de mudanças no nosso curso nos últimos meses.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O presente de Natal da Fundação São Paulo

Nas vésperas do Natal, os alunos do Direito da PUC-SP receberam um presente de grego: as mensalidades subiram 11% (de 1575,93 para 1748,92), em claro desrespeito às deliberações dos dois Conselhos Superiores máximos da Universidade, o CONSUN e o CONSAD. Os dois Conselhos emitiram decisões para a Fundação São Paulo (mantenedora da PUC) favoráveis ao aumento de 9% nas mensalidades e aprovação do corte de gastos de 10% no que tange às atividades-meio da Universidade, ou seja, que esses cortes não poderiam atingir o tripé constitucional da Educação: ensino, pesquisa e extensão. Notem como a Fundação São Paulo simplesmente ignorou as decisões e aumentou ao seu bel-prazer em 11% as mensalidades!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Consun: novo plano pedagógico aprovado, com média 6,0

Hoje, o Conselho Universitário (Consun), apreciando o recurso contra a implementação da média sete e toda a reforma didática decidiu:

1. Pela aprovação do novo plano pedagógico, que prevê semana fixa para provas regulares e de exame de recuperação, além de nota formada, obrigatoriamente, por provas (peso sete) e seminários (peso três). O que evita provas surpresa e dá mais segurança para os estudantes.

2. Pelo deferimento parcial do recurso contra a média sete, sendo aprovada, mediante negociação entre discentes e docentes, a média seis em dez já para o primeiro semestre de 2012.

Sobre as mensalidades:

1. Foi constituída a comissão de acompanhamento do orçamento, com vistas a avaliar os dados financeiros da nossa Universidade para construir ao longo do ano, e de forma mais eficaz, o orçamento do ano seguinte. A representação será paritária, tendo professores, funcionários e estudantes (no número de dois por cada setor).


2. O entendimento do Consun foi mantido em torno de um aumento de 9%, assim como o do Consad, sendo que neste último, os dois padres/secretários da Fundasp deram parecer pelo aumento de 10% e se abstiveram de votar. A decisão subirá para o Conselho Superior da mantenedora. No entanto, a tendência é a manutenção de 10%. Por isso, a comissão de acompanhamento torna-se fundamental: é preciso um instrumento que busque saídas mais efetivas, que não o mero aumento de mensalidades, para a nossa Universidade.

MUITO IMPORTANTE:

A questão da média já está encerrada, será 6,0. No entanto, em relação às garantias que os estudantes conquistaram, a aprovação foi apenas o começo. Agora precisamos fiscalizar, porque é notório que muitos professores desrespeitam o Regimento Interno da Faculdade - o atual prevê recuperação, por exemplo. Aqui é importante ressaltar a importância da participação de todo o corpo discente nessa fiscalização. Nós, do Disparada, estaremos sempre à disposição no Centro Acadêmico para receber as denúncias e comprar as brigas nos Conselhos. Precisamos, então, que as denúncias de desrespeito às diretrizes do novo plano pedagógico por parte dos professores cheguem até nós.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Reunião do Consun sobre aumento de mensalidade e média 7,0

Prezados estudantes da PUC-SP,


Amanhã teremos uma reunião importantíssima no Conselho Universitário (Consun): ela terá, dentre suas várias pautas, o processo orçamentário de 2012, que retorna para aquele conselho, depois de o Consad ter decidido aumentar em 10% e não em 9% as mensalidades, sem aprovar, ainda, o necessário corte de despesas com atividades-meio da nossa Universidade (despesas administrativas e com serviços). Também teremos a questão da média sete para o Direito e a reforma didática do nosso curso, cujo posicionamento está expresso aqui: 


Em um primeiro momento, convém esclarecer que o presente recurso não se volta contra todo o plano pedagógico da Faculdade de Direito, apresentado no último CEPE e cuja apreciação da reforma didática se dará hoje, mas sim a um ponto seu: o aumento da média de aprovação de cinco (em dez) para sete (em dez). Entendemos que tal medida não cumpre a finalidade a qual se destina porque:



1. As melhores faculdades de Direito do país não utilizam tal média de aprovação, mas sim, justamente, cinco em dez. Com média cinco, aliás, nossa faculdade atingiu ótimos resultados em passado recente, então por analogia e exame das causas próximas, não nos parece ser um saída para resolver qualquer dos problemas apontados pela Direção da Faculdade de Direito. Vale também lembrar que há pouco tempo passamos por uma mudança no Regimento Interno (mudança do regime anual para o semestral), sendo que a primeira turma que estava enquadrada nessas mudanças somente realizou exames da OAB recentemente, sequer podendo, portanto, alegar a Direção que obtivemos piores resultados, visto que tais mudanças ainda não foram devidamente avaliadas.



2. A modificação, ora questionada, não foi implementada com base em estudos pedagógicos que medissem o seu impacto, considerando, sobretudo, seu tamanho e o caráter abrupto de sua implementação.



3. A interdisciplinariedade, base do conceito de Universidade, foi, assim, ameaçada, uma vez que  o curso de Direito ficou com uma proporção de aprovação diferente das demais – sobretudo se comparado com as demais ciências sociais aplicadas e humanidades em geral, dificultando assim o intercâmbio de saberes.



4. O mau resultado no Enade deve-se, como é público e notório, ao boicote dos estudantes quinto-anistas, não servindo de justificativa para aumento de nota.



5. As condições precárias da infraestrutura e as de trabalho dos professores, ora maximizados, colabora para os problemas do curso. Um dos exemplos de problema com a infraestrutura é a biblioteca, pois essa possui livros desatualizados e a quantidade não corresponde ao mínimo necessário para dar suporte aos alunos.  Os problemas, como exemplificado, são anteriores à média 5,0 e não possuem relação com ela.



6. A verdade é que precisamos de uma melhor forma de construção de conhecimento, assim a obrigatoriedade da utilização dos seminários na composição da nota final é um ponto positivo do novo Plano Pedagógico. Na nossa visão não é uma simples modificação da média para 7,0 que irá melhorar e elevar o nível da nossa Faculdade, mas sim uma melhora das condições de infraestrutura, como já mencionado, além de um estímulo em relação às pesquisas, área defasada atualmente e que poderia contribuir muito para uma melhora  na capacitação dos professores. Colocamos com exemplo a UFPR, a qual divide suas horas extracurriculares em palestras, extensão, pesquisa e outros, estimulando assim uma melhor formação de seus alunos.



7. O aumento abrupto da média, adicionado ao grande aumento da mensalidade, tende a elevar ainda mais o índice de evasão estudantil, tendo em vista a certeza de aumento das DPs. Ainda, é notório que muitos estudantes do Direito precisam buscar estágios bastante pesados, onde são obrigados a trabalhar mais de 10 horas por dia, para conseguir pagar a alta mensalidade da PUC-SP. Tais estudantes ficariam completamente desamparados frente a essa nova situação. Vale ressaltar que essa condição também atingiria os estudantes prounistas, que só têm o direito de pegar duas DPs, sob pena de perder a bolsa.



8. Por fim, como representantes, nos questionamos se a média da graduação será a mesma para a pós-graduação, cobrando desse modo um mesmo de nível de conhecimento de ambos?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Reunião do CONSUN: mensalidades em alta

Amanhã, 7 de dezembro, será realizada uma reunião extraordinária do Conselho Universitário (CONSUN) que deliberará sobre o Orçamento da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo para o ano que vem. Dentro da pauta, por óbvio, está a questão do aumento de mensalidades.

A proposta inicial da reitoria é de aumentar as mensalidades em 11%. São vários os fatores que levam os alunos de toda a Universidade a se indispor com tal medida. O primeiro é claro: não há justificativa plausível para uma Universidade, dita filantrópica, aumentar o preço de suas mensalidades em índices bem acima dos oficiais. O segundo é ainda mais grave: cursos de reconhecida importância da PUC-SP correm sério risco de fecharem as portas, pois já estão cobrando muito acima do preço de mercado.

A justificativa da reitoria para um aumento desse tamanho é a teoria de que esse aumento acima dos índices oficiais se reverterá, com a inadimplência, em 7% de aumento na receita da PUC-SP. Todavia, essa argumentação trata-se de uma evidente falácia, uma vez que quanto maior o aumento das mensalidades, maior tende a ser a evasão dos alunos.

Atualização de 07/12 ás 22:24: #11porcentoNAO_PUCSP: Hoje, a deliberação do Conselho Universitário sobre o plano orçamentário de 2012 da PUC-SP, que prevê aumento na ordem de 11% nas mensalidades, foi suspensa em virtude das objeções apresentadas pelos representantes discentes. O único cenário previsto pela controladoria da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC, onera demais os estudantes e, pior ainda, é contraditório consigo mesmo: ele afirma que a evasão de estudantes foi a causa principal do prejuízo deste ano e, ao mesmo tempo, defende um aumento para muito além da inflação prevista como se isso não fosse piorar as coisas. Diante do impasse, e da proposta de votação do orçamento nos termos de "sim" e "sim com modificações" - o que não previa a negativa do plano apresentado -, as discussões serão retomadas na Segunda-Feira dia 12/12 às oito e meia da manhã. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Recurso no Conselho Universitário contra a Média 7,0

AOS SENHORES CONSELHEIROS DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO


Assunto: recurso contra decisão do Conselho da Faculdade de Direito – Reunião de 10 de novembro de 2011.


A representação discente no Eg. Conselho da Faculdade de Direito, na figura dos conselheiros Jessica Bonotto Scalassara e James Hermínio Porto da Silva, inconformada com a decisão proferida por esse Eg. Conselho em sua Reunião ocorrida no dia 10.11.2011, vem à presença de vossas senhorias interpor o presente RECURSO, com amparo no art. 321, inciso IV do Regimento Geral da PUC-SP, e o faz pelas razões de fato e de direito abaixo aduzidas.



1 – DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO

A reunião em que foi proferida a decisão recorrida datou-se de 10 de novembro de 2011. Considerando que o Regimento Geral da PUC-SP prevê prazo de 15 dias para interposição de recurso contra ato de órgão colegiado inferior (art. 321, §3º), tendo sido interposto este recurso no dia 25 de novembro de 2011, este ato encontra-se dentro do prazo previsto pela excelsa norma regente da Universidade.



2 – DOS FATOS

Conforme ata em anexo, no dia 10.03.2011 foi realizada reunião do Conselho da Faculdade para deliberar sobre as alterações no Regimento Interno da Faculdade de Direito propostas pela Direção da Faculdade, relativas ao regime de avaliação discente. Os principais pontos discutidos – e posteriormente aprovados – foram a volta do exame como forma única de recuperação, a obrigatoriedade da aplicação de duas provas bimestrais ao longo do semestre, a previsão de fixação pela secretaria do calendário de provas, a obrigatoriedade dos seminários, com peso 3,0, e o aumento da média de aprovação de 5,0 para 7,0. Posteriormente, a 10.11.2011, foi apresentado ao Conselho da Faculdade a ata daquela reunião e o texto do Regimento com as alterações, que foram aprovados. 

Entretanto, a decisão que validou o último ponto elencado não pode prevalecer, eis que em completo desacordo com as diretrizes da Universidade, expostas no Plano Pedagógico Institucional, cuja observância é obrigatória, por força do artigo 97 do Regimento Geral da PUC-SP, como doravante se passa a expor.



3 – DAS RAZÕES

A Universidade é uma unidade, em que as diversas ciências se relacionam, e sua divisão em Faculdades ocorre em função de questões meramente administrativas, devendo haver uma gestão unificada superior. Compete à Faculdade estabelecer os critérios de avaliação, tais como as formas avaliativas e seus pesos, o modo de recuperação de nota, entre outros. Isso não deve incluir, entretanto, a nota de aprovação, que só pode ser alterada no âmbito da gestão universitária, já que dado o caráter unitário da Universidade, a nota deve ser a mesma para todos os cursos, sob pena de a Faculdade se tornar parte estranha, ficando a interdisciplinaridade irremediavelmente prejudicada. Portanto, cabe a essa gestão superior buscar a solução das inquietações trazidas por essa alteração.

A interdisciplinaridade é diretriz essencial do Plano Pedagógico Institucional. Em seu item 1.2, o P.P.I. elenca aspectos derivados de uma interpretação ampla da Lei de Diretrizes e Bases da Educação pelos quais a PUC-SP tem se destacado, entre eles “o incentivo para uma sólida formação geral, necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento, permitindo tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa.” Logo depois, no item 1.3, que estabelece orientações para discussão das diretrizes curriculares nacionais, destacam-se alguns pontos que explicitam as concepções da Universidade em relação à formação de profissionais em nível de graduação, entre eles o “exercício do pluralismo e da interdisciplinaridade como condições essenciais da vida acadêmica e profissional, assegurando a apropriação da diversidade do conhecimento, impondo-se o necessário debate acadêmico sobre as várias tendências teóricas presentes na definição da produção do saber, na direção social da formação e na formulação de respostas profissionais às complexas demandas da realidade social.” Ainda, o item 1.7, que trata do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, prevê a interdisciplinaridade como um dos temas a serem debatidos e promovidos por esse Conselho.

É evidente que a Faculdade de Direito, já demasiadamente apartada das outras Faculdades da PUC-SP e vista por estas como arrogante, ao aplicar uma média superior em 40% à das demais, estaria caminhando a passos largos no sentido da separação, o oposto do que é intentado por este Eg. Conselho. Cabe lembrar aqui o caráter recíproco da relação entre Faculdade e Universidade. O grande prestígio do qual goza a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo se deve à qualidade de suas Faculdades e da interação entre elas. Do mesmo modo, a reputação de cada Faculdade depende do prestígio da Universidade, donde se conclui que é essencial a integração entre os diferentes cursos a fim de que todas as Faculdades da PUC-SP possam constituir um todo orgânico.

Se uma Faculdade adota uma média de aprovação diferente das demais, fica extremamente prejudicada a possibilidade de intercâmbio entre os diferentes cursos. É estranho que um estudante que curse diferentes matérias em duas Faculdades precise atingir uma nota distinta em cada matéria. Por outro lado, não é correto que dentro de uma mesma sala, alguns alunos sejam aprovados com nota 5,0, enquanto outros precisem atingir a nota 7,0.

Ignorando completamente esse aspecto, a Direção invoca, a fim de justificar tal alteração, os resultados obtidos pela Faculdade de Direito da PUC-SP no exame da OAB e no ENADE nos últimos anos. Quanto ao primeiro, trata-se de uma evidente falácia, dado que os resultados por eles enumerados não correspondem às turmas do curso semestral, não se podendo assim alegar que o baixo rendimento seja devido à alteração dos instrumentos avaliativos, a qual veio a ser avaliada somente em recente exame. Quanto ao ENADE, invoca a Direção o baixo rendimento em 2009, levantando, de forma atrapalhada, como aspecto de maior atenção, que o conceito dos alunos ingressantes foi maior que o dos concluintes, respodendo às mesmas questões, demonstrando assim, por suposta decorrência lógica, que os 5 anos de ensino na PUC acabaram por diminuir a capacidade dos estudantes. Não obstante, é sabido que este resultado se deve não a uma falta de capacidade dos estudantes ou a uma má qualidade no ensino, mas a um boicote que ocorre ano após ano, inclusive de forma institucional por importantes Universidades como a USP e a UNICAMP, não servindo, portanto, como um parâmetro preciso.

Cabe ressaltar, ainda, o caráter antidemocrático da referida decisão, que ignorou um abaixo-assinado contra a implementação da média 7,0, que contou com mais de 1.500 assinaturas, e, sobretudo, se negou a dialogar com os opositores da proposta – inclusive professores –, alegando sempre que a implementação da média 7,0 era “consensual”, porquanto fora elogiada por “vários professores”.

Além disso, a r. decisão atribui o mau resultado nos exames supramencionados a uma suposta leniência dos estudantes, que com o aumento da nota de aprovação seriam obrigados a se esforçar mais e, consequentemente, obteriam um desempenho mais qualificado. A representação discente entende que a responsabilidade pelos problemas do nosso curso são de uma crise na relação educacional, que engloba desde problemas elementares no ensino até o sucateamento da infraestrutura, a desatualização da Biblioteca e, sobretudo, o descaso com projetos de pesquisa e extensão. A solução adotada pela Direção da Faculdade de Direito, ignorando todos esses problemas, joga, de maneira irresponsável, toda a carga sobre os estudantes, na medida em que se esquiva de corrigir os problemas estruturais da Faculdade.



4 – DO PEDIDO

                        Diante do exposto, com fulcro nos artigos 97 e 321, inciso IV, do Regimento Geral da PUC-SP e buscando evitar o que constituiria um grave desrespeito às diretrizes do Plano Pedagógico Institucional da Universidade, requer a representação discente a anulação, com efeito retroativo, da decisão emanada pelo Conselho da Faculdade de Direito, que alterou o artigo 89, caput e §§, do Regimento Interno da Faculdade de Direito, no tocante ao aumento da média de aprovação para 7,0 (sete) em 10,0 (dez), e que tal média seja mantida em seu valor anterior de 5,0 (cinco) em 10,0 (dez) – e a presente representação discente também requer, cautelarmente, efeito suspensivo à medida supracitada, até que haja decisão final no CONSUN.


    Termos em que,
                                                                                                   pede deferimento.

São Paulo, 25 de novembro de 2011.



Assinam esse documento:

James Hermínio Porto da Silva - Representante discente no Conselho da Faculdade
Jessica Bonotto Scalassara - Representante discente no Conselho da Faculdade
Lucas Dalcastagne Barducco - Representante discente no Conselho Universitário

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Caros estudantes,

Nesta  quarta-feira (31/8) seremos  informados  sobre  as
pautas  da  próxima  reunião  do  Conselho  da  Faculdade,  que
será  realizada  sexta-feira (09/9),  pós-feriado.  Portanto,
queremos  pedir  sugestões  de  pautas  para  incluir  na  reunião
citada.

Aproveitamos  para  informar  que  terça-feira (30/8) todos  os
representantes  discentes  do  Direito  reunir-se-ão  em  reunião
aberta  para  discutir  novas  pautas  e  sugestões  para  levar  aos
Conselhos  Universitários  e  ao  Conselho  da  Faculdade  com
os  alunos  no  Pátio  da  Cruz,  nos  seguintes  horários:  11h30  e
20h30.

GRUPO DISPARADA

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Carta aberta aos estudantes de Direito sobre os acontecimentos nas eleições para os conselhos

O Grupo Disparada gostaria, primeiramente, de agradecer o apoio dos estudantes, os votos recebidos e toda a participação na eleição para os conselhos que propiciou um grande debate sobre a qualidade da educação na nossa faculdade. Gostaria, também, de esclarecer aos estudantes sobre os acontecimentos que transtornaram o último processo eleitoral, que fizeram com que nossos candidatos, infelizmente, concorressem como chapas únicas:

1) O Edital nº 01/2011 do Centro Acadêmico 22 de Agosto foi aberto para regular as referidas eleições. De acordo com esse diploma, caberia à Presidência da Comissão Eleitoral, nomeada pelo Centro Acadêmico, zelar pelo correto andamento das eleições. Infelizmente, a Presidência falhou nos seus deveres, pois não providenciou a tempo a lista de votação fornecida pela Faculdade e não estava presente para fiscalizar as eleições.

A votação estava programada para ocorrer nos dois períodos dos dias 18 e 19 de maio (quarta e quinta-feira). Na manhã de quarta-feira, a urna foi aberta com atraso, pela falha da Presidência da Comissão Eleitoral, com lista providenciada pelo Grupo Construção Coletiva, aceita por ambos os grupos. A lista era de eleição passada e já continha assinaturas dos estudantes. Por isso, era necessário invalidar essas assinaturas para fazer o devido controle dos votantes dessa eleição. O processo de invalidação das assinaturas teve início mas, devido à pressão para abrir a urna, não chegou a terminar. Este fato, que só foi esclarecido ao final da votação, tornou impossível garantir a verificação dos votos.

2) Foi convocada uma reunião extraordinária da Comissão Eleitoral para resolver os problemas surgidos no primeiro período de votação. Nessa reunião, o Grupo Construção Coletiva propôs a invalidação da urna e a retomada imediata das votações, com a prorrogação das mesmas até o primeiro período de sexta-feira. O Grupo Disparada foi contrário a essa proposta por entender não haver tempo razoável para informar os estudantes do ocorrido e o motivo pelo qual eles teriam de votar novamente, o que comprometeria as eleições irremediavelmente. Em resposta, fez uma contra-proposta, que seria a suspensão da campanha até o final daquela semana para a divulgação do ocorrido, e a retomada das votações nos dias 23 e 24 de maio (segunda e terça-feira). Tudo isso de acordo com o art. 7º, parágrafo único do Edital, que confere poderes à Comissão Eleitoral para alterar qualquer data das eleições.

O Grupo Construção Coletiva foi contrário a esta proposta por entender que, em razão de seus outros compromissos, seria impossível que seus integrantes comparecessem nestes dias, além de entender ilegítima essa prorrogação. Por isso, fez uma última proposta, que seria o encerramento dessas eleições e a abertura de novos editais em agosto, com mandato de um ano e três meses. Neste momento, o Presidente do CA 22 de Agosto afirmou, categoricamente, que haveria novas eleições em novembro deste mesmo ano.

Por fim, o Grupo Disparada rechaçou esta última proposta por entender que não seria justo encerrar esse processo de politização, que não seria responsável manter a representação discente vaga até agosto – haja vista que já estamos sem representação desde abril – e que os estudantes não poderiam ficar reféns da agenda de qualquer grupo que fosse. Diante do desacordo, o Presidente da Comissão Eleitoral, com base no edital, tomou a decisão de prorrogar a eleição para os dias 23 e 24. Diante dessa decisão, o Grupo Construção Coletiva se retirou das eleições.

O Grupo Disparada defendeu a proposta que menos geraria prejuízo para os alunos do Direito e, por isso, continuou na disputa, numa eleição que foi legitimada pela maior presença em eleições para conselhos nos últimos anos. Obrigado a todos e agora começa o trabalho.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Disparada e as Eleições para os Conselhos Superiores e para o Conselho da Faculdade de Direito

A partir desta segunda-feira 16 de Maio começa a campanha eleitoral para a representação estudantil nos Conselhos Superiores da PUC (Consun, Ceccom, Cepe e Conplad) e para o Conselho da Faculdade, que se estenderá até ao longo semana com votação na quarta e quinta-feira (18 e 19 deste mês). 

Esses colegiados deliberam, no nível da Faculdade de Direito e no nível da Universidade, sobre assuntos que afetam imediata e diretamente na nossa vida acadêmica, pois é lá para onde passam assuntos como a nota média de aprovação (que este ano foi aumentada para sete), questões de estrutura física da faculdade, reposição de livros na biblioteca e questões gerais que tratam da qualidade de ensino.

Nem precisamos dizer que essas eleições para conselho serão as mais importantes em anos na nossa Faculdade, haja vista uma sério de questões graves envolvendo o nosso curso; desde o agravamento de problemas acadêmicos até a responsabilização dos estudantes, por meio do aumento da nota de aprovação, por essa mesma crise.

Diante dessa situação, o Grupo Disparada lançou uma série de chapas para disputa das cadeiras do Conselho da Faculdade e para os quatro Conselhos Superiores. Pretendemos, com isso, pautar uma atuação independente (seja de partidos ou da diretoria) e inovadora da representação estudantil que estabeleça uma ponte permanente com os estudantes - seja por meio dos representantes de classe ou pelos corredores -, mantendo o corpo discente informado e construindo propostas em conjunto. Seguem as nossas candidaturas e propostas

Grupo Disparada – Seriedade e Diálogo
Por uma atuação independente nos conselhos, publicidade de informações e diálogo permanente com os estudantes.


Conselho Universitário (Consun) – André Paschoa e Lucas Dalcastagne
Buscar a retomada da autonomia da comunidade puquiana nas decisões sobre seu próprio futuro, redução de mensalidades, simplificação do portal acadêmico (permitindo que ele possa ser acessado nos mais diversos navegadores e seja mais eficiente).

Conselho de Cultura e Relações Comunitárias (CECCOM) – Túlio Pellegrini e Diego Reis
Manter atuação na defesa dos direitos do bolsistas (ProUni e demais modalidades) lutando por ampliação do número de bolsas e, inclusive, do número de bolsas alimentação. Por uma gestão democrática dos espaços.

Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) – Camila Bezerra e Marcela Greggo
Ensino: defesa da qualidade de ensino na nossa Faculdade; Pesquisa: construção de grupos permanentes de pesquisa em áreas específicas do Direito; Extensão: ampliação de projetos de extensão com aumento do apoio ao Escritório Modelo e ao JEC.

Conselho de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
(CONPLAD) – Carlos de Lucca e Fernando Negrão
Buscar o retorno do poder de decisão sobre os assuntos administrativos à comunidade puquiana, sem a ingerência da mantenedora; lutar por uma política de equilíbrio financeiro sem perder de vista a excelência acadêmica.

Conselho da Faculdade – James Porto e Eduardo Fantini (1]º ano),Laio Morais e Nicole Porcaro (2º ano), Jessica Scalassara e Marina Gama (3º ano) e Otávio Paiva e Hugo Albuquerque (4º ano).
Comunicação permanente com os representantes de sala (divulgação por e-mail de pautas e de atas de reunião e exposição da problemática) e diálogo permanente para elaboração de posições e propostas; reivindicação de melhoria no espaço físico e por reposição permanente da Biblioteca; oposição à reforma do regimento interno que subiu a nota para Sete; defesa do direito dos cinco representantes terem cinco votos; luta por melhor qualificação do corpo docente e fiscalização dos professores; resolução do problema do NPJ e das horas de estágio. Divulgação da avaliação dos professores e melhora de seus métodos de avaliação.