segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nossos agradecimentos

O Grupo Disparada vem por esta carta agradecer a enorme confiança depositada em nós, cujo reflexo foi a impressionante marca de 68% dos votos obtidos, o mais expressivo apoio recebido por um grupo na história recente da Faculdade de Direito da PUC. Tal número nos traz uma enorme responsabilidade, pois para atender à grande expectativa, precisaremos realizar uma gestão muito melhor que as de um passado próximo.

Apesar de muito surpresos com o resultado da votação, conseguimos entender o porquê de
esse peculiar movimento verde ter se espalhado pelos corredores da nossa Faculdade:

Em primeiro lugar, é preciso considerar que a força deste grupo reside no fato de sua natureza não ser apenas eleitoral: sua constituição se deu ao longo de um ano inteiro de criação, produção e atuação em nossos corredores. 


Em um segundo momento porque, por seu modo de funcionamento, ele atendeu à principal exigência de liberação política da nossa época: não há mais espaço para a obediência oportunista ao poder e tampouco para projetos idealistas que ignorem a realidade como ela é; é preciso ter os pés fixados na realidade e no comum para, na concretude da vida, construir uma liberdade efetiva.

Não somos um movimento pelo movimento, fechado em si mesmo: se somos Disparada, é precisamente porque nos movemos pela inquietação, não aceitamos ficar parados. No entanto, nosso papel não é conduzir os estudantes como uma vanguarda, mas exatamente o contrário: nos colocando enquanto estudantes que somos, articular saídas, organizando as várias partes e setores que constituem o corpo discente.

Nesse sentido, o Centro Acadêmico não é um fim em si mesmo, e sim um meio para catalisar nossa atuação, sem nunca perder a consciência de que aquele espaço é nosso apenas enquanto estudantes, mas não enquanto gestão: a este grupo caberá zelar por ele, e não se apropriar, uma vez que o C.A. deve ser um espaço comum dos estudantes.


É preciso, pois, constituir o comum naquele espaço: e isso só é possível desde que empenhemos nossa força para que todos se sintam parte do Centro Acadêmico - e mais do que isso, que o 22 de Agosto vá para muito além do seu limitado espaço físico, se espalhando por nossos corredores.


O nosso sincero agradecimento a todos que votaram e nos apoiaram ao longo do ano: vocês são parte efetiva deste projeto que agora chega a uma nova e importante etapa: reforçamos os votos de que vocês estão todos convidados - como sempre estiveram - a integrá-lo. E esse convite se estende a todo o corpo discente, sem rancor ou divergências.


Disparada.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Eleições 2011: Disparada para o 22

Um novo desafio nos espera a partir de hoje, afinal, agora começa a campanha para a gestão do 22 de Agosto e o grupo Disparada estará na disputa e esperamos contar novamente com o seu apoio. Segue nossa carta proposta (para visualizar melhor, clique em cima):



domingo, 2 de outubro de 2011

Segunda Semana da Constituição




1- Constituição e Estado de Exceção: 44 anos da Constituição de 1967 e a questão da Anistia 
( Segunda-feira, 03.10.2011, Auditorio 239, das 8h30 as 12h) ;
Palestrantes: Celso Antônio Bandeira de Mello, Murilo Duarte Costa Côrrea 




O Brasil vive às voltas com um fantasma, mas ele não é uma miragem, nem uma memória fugaz de um passado distante, mas sim uma sombra que se projeta no aqui-agora. A ditadura militar finda em 1985 nos legou não apenas um entulho, mas sim dispositivos capazes de produzir e se reproduzir, atualizando seus mecanismos tirânicos. Pois bem, resgatar a Ditadura Militar não é o mesmo que abrir um baú e revirar relíquias sem importância, mas sim se dar conta de uma realidade esquecida, mas que nem por isso deixa de estar em operação neste exato momento, verificada nas dificuldades monstruosas para a consolidação da democracia no nosso país. 





2- A Questão do Ativismo Judicial ( Terca-feira, 04.10.2011, Auditorio 239, das 19h30m as 22h30m) ;
Palestrantes: Nelson Nery Jr. Silvio Luis Ferreira da Rocha e Luis David Araújo




Uma das problemáticas postas de antemão frente à jovem democracia brasileira é, precisamente, a contradição expressa entre o nosso sistema jurídico-constitucional, dos mais democráticos e libertários do mundo, e o nosso sistema político, permanentemente posto em xeque  por reproduzir o autoritarismo e a indiferença comuns à nossa história. Como realizar os direitos frente à essa realidade? O Judiciário, neste sentido, ganha uma nova função, podendo tomar para si uma função pró-ativa frente à inércia do legislativa e administrativa o Poder Público. Mas quais os limites pra isso? Quais as consequências negativas? É isso que nos propusemos a debater aqui.




3 - O Estado Laico
( Quarta-feira, 05.10.2011, Auditorio 134-C das 8h30m as 12h) ;


Palestrantes: Antonio Marchionni e Antonio Carlos Malheiros

A sociedade contemporânea é marcada pela profunda complexidade dos atores sociais, se estabelecendo como uma multiplicidade de vozes que pouco se ouvem e quase nunca se entendem. Conceitos modernos como o público e o privado se mostram ineficazes para explicar e resolver tais problemas. Um dos maiores deles é qual o papel e o espaço da religião neste debate e na nossa sociedade. Quais os limites e as possibilidades de interação entre os diversos saberes, a política e a religião nos dias atuais? Eis o tema agora em baila.




4 - A Ordem Econômica da Constituição e a Construção do Estado Social
( Quinta-feira, 06.10.2011, Auditorio 117-A, das 19h30m as 22h30m) ;
Miguel Horvath e Roberto Caldas


A Constituição Brasileira de 1988 é, por certo, uma das mais relevantes (e tardias) manifestações da doutrina do bem-estar social, cujo ápice se deu nas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial. Um de seus pilares é a  constitucionalização da democracia, unindo a liberdade de iniciativa com a destinação social do produto econômica para, assim, construir uma perfeita harmônia com a ordem social. Essa enorme empreitada encontrou enormes desafios e recuos nos vinte e três anos de promulgação da Constituição. Em que pontos nós estamos? O que nos aguarda? Quais os avanços que realmente conseguimos?





5 -Soberania Popular e Democracia Participativa 

( Sexta-feira, 07.10.2011, Auditorio 239, das 8h30m às12h);
Palestrantes: Willis Santiago Guerra Filho e Pedro Estevam Serrano


Quando a democracia nasce na velha Atenas, ela o faz com os cidadãos em praça pública deliberando, embora excluíssem mulheres e os escravos. Quando o modelo é retomado no início da Idade Contemporânea, o faz dentro de uma lógica representativa: a cidade é universal, mas não é ativa,  o poder não está mais nas ruas, mas sim nos parlamentos. O permanente questionamento acerca da representação termina por se agravar ainda mais com o desenrolar da questão social ao longo do século 19º. Então,  como construir, de forma sustentável, os mecanismos que possam de uma vez dar conta de  assegurar uma cidadania plena e, ao mesmo tempo, universal?